12 outubro 2011

Dia de?

Eu estava lá. Sim, eu vi ao vivo no multishow o momento da entrevista com a Cristiane Torloni. Ela estava cômica. O jeito que ela fala é muito pausado e devagar. Eu ri na hora.


O slogan do Rock in Rio desse ano foi “Hoje é dia de Rock, bebê” graças a ela. Na internet, virou uma febre. Assim que o vídeo foi para o youtube, incontáveis perfis o compartilharam no facebook e no twitter só se falava disso. Portais de notícias também.


No dia seguinte, a assessoria da atriz disse que ela é daquele jeito e que é budista, por isso a forma de falar. E, que não daria mais entrevistas durante todo o Rock in Rio.

Não lembro se para ser budista tem que falar daquele jeito (help me Google), mas o que mais me intrigou nessa história foi que se a resposta da assessoria é de que ela é daquele jeito porque é budista, porque não dar outras entrevistas então? Porque a vergonha de ser o que é?


O público (eu inclusive) está acostumado a vê-la em novelas, seja como Helena de Manoel Carlos ou a atual Tereza Cristina de Aguinaldo. Não conhecemos a Cristiane. E, quando pudemos conhecer (e estranharmos um pouco, é verdade), ela se fechou e não vai dar entrevistas.


Acho estranho isso.


Ps: Esse post demorou mais que o esperado, mas enfim, vai ter outro post que remete ao Rock in Rio por ai...

Quando a chuva passar...


Ontem (11/10/11) Belo Horizonte foi inundada por um temporal. Choveu o equivalente a 10 dias do esperado em outubro, dizem.

Choveu tanto que inundaram algumas ruas da cidade, árvores caíram e por conseqüência, fios elétricos se romperam. No BH Shopping, parte do teto de gesso caiu em cima das pessoas (ninguém se feriu gravemente, ainda bem). Mortes? Uma. Um motociclista foi eletrocutado por um cabo de energia partido.

Mas o objetivo desse texto é que quando eu abri o facebook e o twitter, li vários perfis xingando a Cemig (Cia de energia elétrica de Minas) porque a luz tinha acabado. E, eu fiquei revoltada com esses xingamentos. Poxa, ruas inundaram, fios de luz arrebentaram, teto de shopping cai, telhados foram arrancados, granizo caindo e gente começa a xingar a Cemig porque a luz acabou?

Porra, gente.

É óbvio que iria acabar. Acabou na minha casa, no meu trabalho, nos shoppings, no trabalho da minha mãe, em todo o centro da cidade. Aliás, onde não acabou a luz?
Acho que devíamos nos acalmar com essas situações. A luz acabou porque o mundo quase acabou em Belo Horizonte.

Daqui a pouco começam a fazer evento no facebook contra a Cemig. E, a Cemig faz contra São Pedro, não é?!. Vamos pensar na pessoa que morreu e nos tantos que ficaram alagados. Ou até nos tantos que tiveram seus carros quebrados e amassados por árvores. Ou nos tantos que ficaram horas esperando ônibus que não passavam porque o trânsito ficou caótico.

É claro que a luz iria acabar. E, é lógico que ela tem que voltar. Mas, temos que ser menos irracionais quando essas coisas acontecem. Escrever no facebook um post xingando a Cemig só pra ganhar alguns likes e para as pessoas te acharam cool e revolucionário é demais.

09 outubro 2011

iSad

Sempre tive meus receios sobre o iPhone. Sempre achei que não tinha a destreza suficiente para mexer numa tela totalmente Touch. Até eu ver esse vídeo aqui: Apresentação do primeiro iPhone e me sentir uma completa idiota por usar um teclado Qwerty. E, me sentir uma completa idiota por ainda não ter um iPhone.

Sério, Steve Jobs vendia a marca, a idealização da marca, o status dela. Mas, vendia. E, me convenceu em ter um aparelho dele só na apresentação, sem eu nem saber o preço (no Brasil é o olho da cara, né). Só tenho (por enquanto) um produto da Apple, um iPod shuffle adquirido esse ano pela minha necessidade de escutar música.

Quando o aparelho chegou, eu percebi que não tinha comprado simplesmente um tocador de música. Eu comprei todo um conceito da Apple para a música. Porque ele vem em uma caixa branca toda cheia de estilo com a maça mordida, que eu não tenho coragem de jogar fora (ela guarda o USB do tocador, vai). Mas com ela deu pra entender um pouco mais sobre o Apple maníacos.

Tenho dois irmãos que tem o iPad, tenho uma amiga que tem o Mac e o iPod touch e o pai dela tem o Mac e o iPhone. E, são pessoas que não se arrependem do preço que pagaram pelos produtos. São satisfeitas com o que compraram.

Quem compra Apple, compra a marca, o conceito, a idéia, a tecnologia, o pioneirismo, a qualidade.

Não sei o que vai acontecer com a Apple agora que o Steve Jobs morreu. Sei que perdemos um visionário. Alguém definitivamente além do seu tempo. Sofreu por um câncer no pâncreas, precisou de um transplante no fígado, mas continuou lá. Trabalhando e nunca deixando se abater. Percebemos em uma rápida visita ao Google o quanto Steve emagreceu nos últimos anos.

Percebi o quanto ele estava lúcido e esclarecido sobre a vida quando vi o vídeo dele em Stanford. E, com três frases do discurso, encerro meu post-homenagem a ele. Que vá em paz.

“Lembrar que em breve estarei morto é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar as grandes decisões da minha vida.”

“Lembrar que se vai morrer é a melhor forma que eu conheço de evitar a armadilha de pensar que se tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.”

“A morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela tira o velho do caminho para dar espaço ao novo.”

02 setembro 2011

A Viagem

Fernão Dias

Sempre quis conhecer Aparecida. A Basílica sempre me pareceu de uma grandeza e beleza única. Acredito que lugares construídos por fé e devoção são especiais. Por isso, gosto de visitar igrejas. Elas exercem um fascínio em mim impressionante. Nota para a vida: conhecer Roma.

Mas voltando, meu pai foi a Aparecida uns dois anos atrás e me prometeu que iria comigo um dia. Enfim, esse dia chegou quando eu entrei de férias em agosto desse ano. Decidimos ir de carro ao invés de avião. O carro faria com que pudéssemos passear dentro da cidade e entre cidades. Decidimos também, conhecer a Canção Nova (renovação carismática da igreja católica) que fica em Cachoeira Paulista (20 minutos de Aparecida pela Via Dutra).

Então fomos. Saímos em uma quarta-feira cinco da manhã e pegamos estrada. Viajamos até meio dia. Estrada boa, sem chuva e o Sol não estava tão forte. Pegamos a rodovia Fernão Dias até Varginha e de lá foram várias MGs até chegar a São Paulo.

Ficamos em Cachoeira Paulista (a cidade é mais tranqüila e mais barata que Aparecida) e de lá mesmo conhecemos Canção Nova, que é grande também, (dizem que tem 5.000 funcionários) possui um canal de televisão e uma estrutura enorme. Um galpão do tamanho de um gramado de futebol (medido no olho mesmo) para as missas maiores e um galpão menor (metade do tamanho do maior). Tem lanchonetes e cafezinho por R$0,50. Além de missa, claro. E, loja de brindes, claro também.

Na quinta-feira, fomos cedo para Aparecida. Nem preciso mencionar o quanto achei a Basílica linda. Lá dentro, tudo transmite uma fé e devoção sem tamanho. Gente chegando de joelhos, gente que foi do sul de minas pra lá a pé, gente de toda a América do Sul (Argentinos, Uruguaios e Bolivianos cantando Ave Maria em espanhol para a imagem da santa original está na minha memória das coisas mais belas que presenciei).

Histórias de milagres e uma sala enorme cheia de presentes de gratidão, de graças alcançadas, de agradecimento. A sala de velas enorme e toda queimada praticamente. Na torre, um museu que emociona com as histórias (quem for não deixe de ler as histórias do cavalo na pedra e da menina cega).

E, também brindes, um mini-shopping e uma praça de alimentação muito boa (come-se de tudo por R$ 10,00). Ou seja, não precisa ir à cidade de Aparecida. Só a Basílica já basta. Quem está de carro chega fácil e quem vai de ônibus, a rodoviária é do lado.

Voltamos para Cachoeira para dormir e na sexta-feira de manhã fizemos nosso caminho de volta, porém com uma mudança: decidimos passar por Campos de Jordão. Subimos a serra e chegamos à cidade mais charmosa de São Paulo. Estava frio demais, choveu e depois abriu um Sol danado. E, isso tudo em 2 horas e meia que ficamos na cidade. A cidade é linda e cara. Fiquei boba com os preços de tudo lá. Realmente precisa ser rico para existir naquela cidade.

Depois de uma breve visita, voltamos para Minas Gerais. Em resumo, entre paradas no Graal, pão com lingüiça da estrada, caminhoneiros loucos cortando, confiança nas estradinhas do guia 4 rodas... Valeu muito a pena essa viagem! Pela beleza da vista e das visitas e pela companhia! Quem diria que um pai de três filhos homens iria se aventurar na estrada com trechos desconhecidos com sua única filha? Pois é.

Eu e Papai em Campos de Jordão
Valeu a pena e recomendo muito pra quem curte esse tipo de viagem. Eu acostumei tanto com avião que tinha me esquecido como era viajar de carro e, digo que se essa viagem fosse de avião, não seria tão legal assim. Viajar de carro tem uma magia. Ver o Sol nascer, ver o Sol se pôr na estrada é sem preço. Da mesma forma que entrar em várias cidadezinhas de Minas Gerais, daquelas pequenas e lindinhas e ver também em frente Três Corações um Pelé gigante anunciando a cidade. Pena que não entramos em Varginha pra ver o E.T., única falha da viagem.